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Dolby Atmos: Tudo que você precisa saber sobre o formato de som 3D

O Codec possui centenas de filmes compatíveis e suporte dos principais serviços de streaming

Desde o lançamento do filme Fantasia, uma animação da Disney nos anos 40, em que o Mickey introduziu o sistema Fantasound, o primeiro sistema de som estéreo a chegar nos cinemas, dando início ao que conhecemos hoje como som surround, nunca houve uma evolução tão grande em tecnologia sonora como a chegada do Dolby Atmos. E novamente, ficou a cargo da Disney apresentar essa tecnologia, em 2012, com o filme “Valente”.

Claro que houve outros passos importantes na evolução do som surround. Com os discos a laser, no começo dos anos 80, surgiram os sistemas 5.1, já os Blu-rays permitiram incorporar ainda mais caixas ao sistema surround, surgindo o 7.1, com o .1 sempre sendo o canal de baixas frequências, emitidas pela subwoofer.

Mas enquanto o som surround circula a sala envolvendo o ambiente e criando imersão no plano horizontal através de até 08 canais de áudio, sendo 03 frontais e 04 surround, que ficam posicionados nas laterais e atrás do espectador, o Dolby Atmos insere o plano vertical, com o fluxo de som vindo de todos os lados e também de cima, criando movimento tridimensional e formando uma espécie de redoma de imersão sonora no ambiente.


Dolby Atmos: imersão total, com som vindo de todos os lados. Imagem divulgação: Dolby

O desenvolvimento de novas tecnologias de áudio e vídeo sempre começa com as salas de cinema em mente, afinal, daí que vem a maior receita dos grandes estúdios de cinema e manter o interesse do público passa por uma constante evolução na experiência com que os cinéfilos e público geral tem ao assistir filmes fora do conforto de suas casas.

E quando falamos em som, o codec Dolby Atmos traz a maior revolução desde o filme Fantasia! Antes os cinemas só suportavam 08 canais de áudio e por mais que a sala tivesse diversas caixas nas laterais, na parte de trás ou mesmo no teto, elas precisavam compartilhar um canal de áudio com múltiplas caixas. Dessa forma, não era possível isolar sons específicos e direcioná-los a uma determinada caixa, limitando muito as possibilidades de criação para diretores e engenheiros de som na hora de pensar no tipo de experiência que seus filmes poderiam proporcionar.

Já o Codec Dolby Atmos é capaz de processar até 128 canais de áudio, que podem ser direcionados para até 64 caixas individuais, o que diminui as restrições para os engenheiros de som quanto ao número limitado de canais de áudio, possibilitando assim a distribuição de sinais de áudio em três eixos “XYZ”, e criando “objetos sonoros” que se movem dentro da sala.

Através do posicionamento de múltiplas caixas no teto das salas em sincronia com as demais caixas, é possível direcionar esses objetos sonoros para qualquer canto da sala, de forma que seus ouvidos consigam identificar a exata posição da fonte sonora na tela, correlacionando o som com a ação.

A sensação ao ouvir o som da chuva em uma sala com Dolby Atmos é que ela de fato vem de cima e você percebe que elá está caindo. Já um helicóptero que decola na sua frente, faz um sobrevoo e depois vai embora, se deslocando com precisão a ponto de você ter uma noção exata do local em que o mesmo se encontra, incluindo altitude e distância. O som ganha um aspecto tridimensional e é facilmente associado ao local exato em que a ação ocorre na telona.

Até o momento são cerca de 150 salas com Dolby Atmos ao redor do mundo e ainda é raro encontrar salas com Dolby Atmos no Brasil, sendo que a maioria das salas ainda possuem sistemas surround 7.1. Em São Paulo há três salas equipadas com Dolby Atmos: a Cinépic, do Cinesystem Morumbi Town, que chega a 31 mil Watts de potência e duas salas Xplus da rede UCI, a Jardim Sul 9 e a Santana Parque Shopping 8, ambas com 54 caixas instaladas.

Fonte:  Mundo Conectado

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