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Vendas de carros na Alemanha caíram 7,3%. Mas não para todos

O mercado automóvel alemão, o maior da Europa, registou uma queda em Janeiro, com as vendas a caírem 7,3%. Mas houve marcas que cresceram e tanto a Tesla como a Lexus superaram os 100%.

O primeiro mês de 2020 não foi amigo da indústria automóvel alemã, que viu as vendas de veículos novos caírem 7,3%, atingindo apenas 246.000 unidades. Entre eles, foram os veículos com motor a gasolina que mais sofreram (por os clientes terem privilegiado os híbridos plug-in, ou seja, os PHEV, a gasolina), com uma quebra de 17%, mantendo ainda assim uma penetração de 51,5%.

Os motores a gasóleo viram a procura ser reduzida em 12% no mesmo período – também eles afectados pela fuga dos clientes dos diesel para o PHEV a gasóleo –, com um share de 32,6%, deixando o crescimento aos eléctricos a bateria, que aumentaram as vendas em 61% e, sobretudo, aos PHEV, que aliciaram mais 103% de clientes.

As marcas mais prejudicadas pela queda do mercado foram a Opel (caiu 24%) e a Ford (18%), em termos de volume, para percentualmente os líderes do recuo na procura serem a Smart (perdeu 97%), Suzuki (-56%) e Dacia (-42%). Em Janeiro, a BMW registou um aumento das vendas de 6,5%, com a Mercedes a limitar-se a 2,9% e a Audi a 1,2%. A Volkswagen, a marca líder, viu a procura aumentar 4,2%.

Num mercado em que as vendas no sector frotas registaram uma perda de 5,1%, apesar de continuarem a rondar um share de 68,4%, as transacções a cargo dos privados foram 12% menores, representando uma fatia de 31,6%.

Mas nem tudo foi mau, pois houve construtores que viram a procura aumentar. A líder do crescimento foi a Tesla, cujas vendas subiram 168%, sobretudo graças ao Model 3, modelo que irá ser fabricado, juntamente com o Model Y, na Gigafactory 4, que a marca norte-americana vai construir em Berlim e que se espera estar em actividade em Julho de 2021.

As vendas de Janeiro permitiram ainda que outros fabricantes brilhassem pelo seu desempenho, como a Lexus, que aumentou as vendas em 110%, a DS (65%) e a Jaguar (63%).

Fonte: Observador

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